Uma das lições mais básicas que os programas televisivos de sobrevivência tentam a todo o instante ensinar é sobre orientação, sobre identificar onde estamos e para onde devemos seguir. Seja na selva, na floresta, no deserto ou a gerir uma empresa em meio à períodos de dificuldade, o primeiríssimo passo é conseguir localizar-se no “tempo e espaço” e só então avançar rumo à busca por uma solução!

Correr em direção à um precipício nunca é a solução mais acertada (seja numa floresta ou seja à frente de um negócio). E este definitivamente é o principal desafio para tempos de crise: manter a calma, analisar a situação e só então decidir o rumo a seguir!

Gerenciar a crise

O grande objetivo para todo gerenciamento de crise é a condução da entidade para uma situação de normalidade. E como nós devemos realizar isso? Identificar o cenário atual, conter os estragos, redirecionar esforços, monitorar indicadores vitais e avançar rumo à saída traçada para a situação de crise. Esta linha de trabalho serve desde grandes calamidades públicas até a gestão de PMEs que encontram dificuldades como as trazidas pela pandemia de COVID-19.

Ao início de uma situação de crise o principal objetivo do empresário passa a ser gerir o negócio até um cenário de pós crise. O que parece uma ideia muito óbvia, acaba por não ser a realidade de muitas empresas pois as necessidades urgentes e as dificuldades crescentes fazem com que o foco do empresário e de sua equipe passe a ser “apagar incêndios”, sem enxergar um objetivo além da sobrevivência mais imediata ou mesmo enxergar ações de retomada que poderiam ser disparadas ao menor sinal de viabilidade das mesmas.

Gestão consciente

Mas o que significa gerir para pós crise? Significa que os incêndios continuarão a ser apagados, mas é preciso mais!

  • Devemos identificar a situação atual da empresa com relação à tesouraria (como pode ser lido neste artigo), já logo à partida.
  • Delimitar as “linhas vermelhas”: até onde é possível avançar sem comprometer patrimônio da empresa ou mesmo o patrimônio pessoal do empresário (ver no artigo 2-1 001)
  • Identificar objetivos de recuperação para que o foco não esteja somente no hoje e agora. É necessário levantar a cabeça para olhar para o futuro próximo e buscar oportunidades de retomada. Ou a tal “reinvenção”, seja ela em métodos, processos ou mesmo no modelo de negócio

Todas estas ações precisam ser realizadas dentro de uma nova (mas temporária) rotina de gestão da crise, com o uso das ferramentas de Mapa de Tesouraria (ou Fluxo de Caixa), planeamento com plano de ação com objetivos de curto e médio prazo e periodicidade na reavaliação do avanço do realizado versus o previsto.

O uso conjunto de diversas ferramentas de gestão da empresa será fundamental para um processo de gestão consciente e tomadas de decisão mais assertivas e acertadas.

 

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