O objetivo de qualquer Negócio empresarial é fazer dinheiro!  – Este é um fato que um empresário não se pode dar ao luxo de ignorar, sob pena de perder o negócio, e o dinheiro que lá investiu.

É por isso que a medida do sucesso de um negócio é a sua capacidade em gerar dinheiro! Para isto, não basta ter lucro. Demasiadas vezes o lucro encontra-se incorporado em matérias-primas (que rapidamente perderão valor), em máquinas que se gastam e se tornam obsoletas, e que implicarão mais custos. O que mede o sucesso de um negócio é a capacidade de gerar dinheiro – dinheiro líquido.

De facto, quando se analisa um investimento, o que conta é a quantidade de dinheiro que ele gerará no fim do período de vida do referido investimento.

Não queremos ignorar a importância do lucro como tal para a avaliação patrimonial de uma empresa. Mas é nossa intenção ir mais além, para além do lucro. E porquê? É que quando acaba uma empresa, acaba o lucro. Mas o dinheiro fica!

É essa capacidade de transformar a empresa em dinheiro que interessa ao empresário, pois é esse dinheiro que ele precisa para se ressarcir do risco, pagar dívidas, reinvestir.

E dinheiro na prática significa: Tesouraria!

Tesouraria – Base de avaliação

A base de avaliação de um negócio é o plano previsional de tesouraria (no caso de analises para o futuro) e o plano de tesouraria, para projetos decorrentes. E em ambos, temos recebimentos e pagamentos.

Durante a vida de um negócio temos alguma capacidade de gerir a nossa tesouraria. Quando projetamos para o futuro a incerteza é muito maior. E é essa incerteza que traz a grande questão sobre um novo negócio: Quando é que um investimento se torna interessante?

Taxa de rendibilidade de um negócio

Se aplicamos o dinheiro em uma aplicação da banca, saberemos qual a percentagem de rendimento que teremos. Mas como calcular isto em um negócio?

Em primeiro lugar, é preciso ter em conta o retorno necessário para cobrir os diversos tipos de risco de um negócio. Isto posto é preciso também levar em conta as alternativas a este investimento – para valer a pena investir em A, é preciso ter a noção que esta é a melhor aplicação do dinheiro em termos de rendibilidade, e que a aplicação B não apresenta rendibilidade melhor, e se for preciso, com menos risco.

Calculamos assim o risco, o valor que teremos de receber por comparação a outros investimentos, e ainda, um excedente que justifique a opção pelo investimento em questão e não por outra coisa qualquer.

Quando terminamos de calcular todos estes fatores, ficamos com uma taxa: Uma espécie de taxa de juro – uma taxa de rendibilidade, que vai ser a nossa referência. Esta é uma taxa por período de tempo – normalmente anual.

Como medimos então a viabilidade do investimento e lhe damos um valor?

Podemos assim concluir que a alma de uma Análise de Projeto de Investimento é a aplicação ao fluxo de tesouraria esta taxa de rendibilidade mínima necessária que se calculou acima.  O objetivo é: saber no momento de hoje qual o retorno do investimento

Questão a resolver: Enquanto o investimento inicial, normalmente o mais pesado, é feito no imediato, os recebimentos acontecem no futuro.  Normalmente quando investimos e temos uma taxa de juro, calculamos o valor recebido aplicando a taxa ao investimento. Mas aqui não é assim: sabemos quanto investimos, projetamos quanto vamos receber, mas não sabemos qual a taxa de juro e, consequentemente, qual o valor HOJE do projeto. Em outras palavras, o dinheiro vai “ganhando ou perdendo valor” ao longo do tempo.

É também comum lidarmos com o resultado destes conceitos no dia a dia. Quando antecipamos o fim de uma aplicação financeira, recebemos menos do que receberíamos no final. Ou quando obtemos descontos por anteciparmos pagamentos a fornecedores. Isto acontece porque sabemos que o dinheiro JÁ rende para dar mais no futuro. Logo, inversamente e por essa razão, dinheiro a receber no futuro corresponde a um recebimento menor no agora.

Ou seja, dinheiro ao longo do tempo é suposto trazer rendibilidade! Se antecipamos um recebimento estamos a abrir mão de rendimentos futuros. Este conceito é importante compreender!

Como analisar

O método que nos dá esse valor é o Valor Atualizado Líquido (VAL). Em que consiste? Ao recebimento de cada ano no futuro aplica-se a depreciação da taxa de rendibilidade anual calculada acima. Somam-se os valores e obtemos o total líquido esperado do investimento, como se pudéssemos antecipar para agora todos os saldos de tesouraria futuros. Dinheiro no momento ACTUAL.

Assim resulta que, se o valor obtido for superior a 0, o negócio não só cumpre os requisitos de rendibilidade definidos, como também gera um excedente em dinheiro, no agora. É esse o valor do negócio. Mas se o valor for negativo, isto significa que, para aquela rendibilidade calculada, vai-se colocar mais dinheiro do que se vai receber, o que implica uma perda financeira – o investimento não é viável.

Uma alternativa ao cálculo

Se não tivermos uma taxa de rendibilidade definida, podemos usar o mesmo método com uma pequena variante. Depois de determinar quais os saldos de tesouraria anuais, calcula-se a taxa de rendibilidade que faz com que o VAL do projeto seja nulo – zero. Quando se encontra essa taxa, sabe-se qual a rendibilidade do projeto, em percentagem. Esta é a Taxa Interna de Rendibilidade (TIR) – permite saber qual a rendibilidade concreta do projeto, permitindo também comparar projetos com valores de investimento díspares.

 

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