Em abril de 2008 houve um personagem que ficou muito conhecido no Brasil por tentar um ato com motivações nobres mas com um fim trágico. O nome Adelir Antônio de Carli pode não significar nada para quem ouve, mas a alcunha “Padre do Balão” traz imediatamente a imagem tão conhecida por todos (e para quem não conhece vale a pesquisa na web).

O resumo da história é: um pároco muito envolvido com causas sociais e, munido das melhores intenções, tentou realizar um feito que traria atenção da mídia (e consequentemente apoio) para os projetos que participava ou encabeçava: manter-se 20h no ar com balões de hélio ao atravessar quase 1000 km de distância dentro do Brasil, rumo a oeste.

O que deu errado?

A preparação foi exígua, o plano não era exequível, ele tinha conhecimentos quase nulos em navegação e, com a total ausência de ferramentas de controle, os balões acabaram por ser arrastados para o Oceano Atlântico, onde desapareceu e seus restos mortais foram encontrados somente 3 meses depois. E encontrados por um mero acaso, a aproximadamente 800 km de distância do ponto de partida mas para o lado oposto.

Qual o principal ensinamento para nosso universo de empreendedorismo de uma história como esta? Não basta ter uma ideia muito boa, uma motivação nobre e um “esboço” de um plano. O mercado pode acabar por jogar seu projeto para o extremo oposto do seu objetivo e ocorrer um fim trágico para sua empresa e suas economias!

O que faltou ao projeto do pároco e que precisa estar presente em um bom plano de negócios?

– Seu plano precisa ser exequível: não é porque está bem escrito em um papel que é um bom plano. Ele precisa ser viável, com resultados esperados claros e indicação validada dos meios para obtê-los.

– Um bom plano de negócios precisa servir para guiar a execução do negócio. A MitUP desenvolveu uma evolução do Plano de negócios chamada “Guia do Negócio”, com a ênfase em tornar o documento uma ferramenta de gestão. Planos só para “Inglês ver”, não servem no mundo dos negócios.

– Todos os recursos precisam ser identificados, mensurados e estarem disponíveis para uso, assim como a necessidade de treinamentos, qualificações ou aquisição de conhecimento. O Plano de negócios é o GPS de um novo negócio. O empresário precisa ter e saber usá-lo!

– Um bom guia do negócio precisa trazer uma análise do que pode dar errado (Gestão de Riscos) e já prever ações de mitigação ou correção. Surpresas a mais de 5 quilómetros de altitude (ou durante a operação da empresa) precisam ser evitadas, ou estarmos preparados para elas.

Um bom plano de negócios precisa demonstrar que um negócio é viável

Em resumo, um bom plano de negócios precisa demonstrar que um negócio é viável, com a clareza dos resultados esperados, como ele vai ser desenvolvido, quanto e o que será preciso e em quanto tempo além de mostrar cenários que podem ocorrer durante sua execução.

Tem uma boa ideia ou o sonho de empreender em Portugal e precisa de ajuda para tirar do papel? Entre em contato conosco e veja como podemos ajuda-lo! Clique aqui e saiba mais.

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